Qual foi a melhor Copa do Mundo?

Copa do Mundo é um momento delicioso, não é? Diversos grandes times de futebol se enfrentando todos os dias, um verdadeiro festival para os amantes do esporte. Mas qual delas foi a melhor da história?  Vamos responder essa pergunta por aqui para você!

Para sermos justos, estamos pegando apenas as Copas do Mundo que tiveram o atual modelo, com 32 times e 64 partidas, o que começou na Copa de 1998 na França. São 6 Copas do Mundo neste formato e ao menos a próxima, no Catar em 2022, também terá. Para 2026, a FIFA planeja expandir a Copa para 48 times, embora exista possibilidade de manter a mesma quantidade de jogos – o que pode fazer com que as partidas fiquem mais fracas.

Para avaliar qual a melhor Copa, vamos levar algumas coisas em conta: número de gols, ofensividade do futebol, surpresas, quantidade de pessoas nos estádios, força dos times e principais craques – além de ver questões da organização e até o mascote! Pode ser que acabe sendo uma decisão subjetiva, mas no final das contas você vai concordar com a nossa decisão, aposto.

França 1998

A primeira Copa com 32 times foi muito forte. Foi uma Copa memorável, onde até o mascote (Footix) aparecia o tempo todo na mídia e foi muito bem aceito! Estádios modernos (e cheios, com uma média de 43.511 pessoas por partida), país desenvolvido e craques: Ronaldo, Zidane, Beckham, Baggio. Batistuta, Bergkamp foram alguns dos principais nomes da competição naquele ano.

O Brasil entrou favorito naquela Copa, após mostrar a força do ataque de Ronaldo e Romário, com armação de Rivaldo, nos anos anteriores. Infelizmente, Romário acabou cortado da Copa e Ronaldo teve uma convulsão antes da final contra a França. O mundo assistiu ao show de Zinedine Zidane, que fez dois gols na vitória de 3 x 0 dos donos da casa.

A Copa da França teve grandes surpresas e grandes partidas, com a Croácia ficando com a 3ª colocação em sua primeira participação – até então uma nação nova e desconhecida. O artilheiro, inclusive, foi o centroavante croata: Davor Suker. A Holanda ficou com a 4ª colocação, depois de ser eliminada pelo Brasil na semi-final. Argentina, Itália, Alemanha e Dinamarca foram eliminadas nas quartas. Foram 171 gols, ou 2,67 por partida e três disputas de penalties. O futebol foi bastante ofensivo e na fase de mata-mata apenas um Zero a Zero: Itália e França nas quartas.

Um bônus interessante é que a EA Sports fez o primeiro jogo oficial da Copa, o FIFA 98 – e a música tema desse jogo, Song 2, ficou na memória de milhões de jogadores!

Coreia-Japão 2002

A Copa seguinte foi a primeira a ser realizada em dois países diferentes (e até agora, a única). Com horários estranhos e mascotes mais bizarros ainda, o Brasil (e o mundo) acordou cedo na madrugada para ver mais uma Copa, que desta vez aconteceu um pouco mais cedo no ano (em maio e junho, ao invés de junho e julho). Os estádios eram ultra-modernos, que é o que se espera de países como Coreia do Sul e Japão e a média de público foi de 42.269 pessoas por partida. Foram 20 estádios em 20 cidades diferentes, um recorde até hoje!

O Brasil entrou desacreditado na Copa, depois de uma eliminatórias bem ruim onde a gente quase não classificou, e foi a “surpresa” sendo campeão, com Ronaldo e Rivaldo brilhando no torneio. A Alemanha, adversária da final, também não entrou na Copa como uma das favoritas, mas chegou na final embalada pelas boas performances do goleiro Oliver Kahn, eleito o craque da Copa.

Infelizmente, a Copa foi marcada por controvérsias em relação à arbitragem, conforme a Coreia do Sul foi avançando no torneio derrotando Espanha e Itália em situações não muito explicadas. No final, eles foram a surpresa da Copa ao alcançar a 4ª colocação, enquanto a Turquia, outra surpresa, ficou em 3º. A surpresa negativa ficou com as duas favoritas, França e Argentina, que foram eliminadas na fase de grupos.

Apenas 1 0x0 nos mata-matas: Coreia do Sul e Espanha. O futebol foi bem ofensivo, mas menos que a Copa anterior, com 161 gols marcados, uma média de 2,52 por partida. Outras surpresas, nas quartas-de-final, incluíram Estados Unidos e Senegal. Grandes nomes daquela Copa foram Ronaldo (artilheiro com 8 gols), Rivaldo, Kahn, Ballack e o turco Hakan Sukur.

Alemanha 2006

A Copa da Alemanha começou uma tendência defensiva, tanto que a Itália, famosa por suas defesas fortes, foi a campeã. Era a despedida de Zidane, que conseguiu ser expulso na prorrogação de seu último jogo com uma famosa cabeçada em Materazzi. Foram 12 cidades-sede com 12 estádios, todos eles imensamente modernos – a reforma do Olympiastadion em Berlim e a construção da Allianz Arena em Munique criaram dois dos estádios mais emblemáticos da Europa até hoje. O público foi muito bom: 52,491 pessoas por partida.

O Brasil entrou como super favorito por conta do time que contava com estrelas como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Kaká, Robinho, Adriano… e fracassou ao ser eliminado para a França nas quartas. As finalistas chegaram lá com vários craques também: a França contava com Zidane, Henry, Trezeguet, Vieira e Thuram, enquanto a Itália tinha Pirlo, Cannavaro, Buffon, Del Piero e Totti. A terceira colocação ficou com a Alemanha de Klose, Ballack e Schweinsteiger e Portugal de Cristiano Ronaldo ficou em 4º.

Foram “apenas” 147 gols, ou 2,3 por partida e alguns 0 a 0 na fase de mata-mata, Inglaterra e Portugal e Ucrânia e Suíça. O futebol mais defensivo começava a aparecer na Copa, tanto que a Final foi um 1 a 1 decidido apenas na cobrança de penalties.

África do Sul 2010

Eu sei que você entrou aqui procurando a melhor Copa de todas, mas apresento-lhe a pior de todas: África do Sul 2010, por uma série de razões. Vamos começar pelo fato de que, pela primeira vez na história, a seleção local não conseguiu nem classificar da fase de grupos, o que baixa um pouco o “clima” de festa no país. O som das Vuvuzelas (uma espécie de corneta sulafricana) irritava quem assistia pela televisão e a bola, a Jabulani, foi centro de uma controvérsia por conta de suas atípicas trajetórias.

E o futebol, que é o principal, foi mais fraco. A campeã, a Espanha, ganhou TODAS as partidas do mata-mata por 1 a 0, jogando por uma única bola – mantendo a posse de bola nas alturas, no famoso Tiki-Taka originário do Barcelona, mas sem a genialidade do Messi. Ela contava com grandes craques, como Xavi e Iniesta, mas o futebol apresentado era tedioso. A vice-campeã, Holanda, chegou lá mais com um futebol na base da força bruta e violência que na habilidade, embora Sneijder tenha sido um dos melhores jogadores daquela Copa, dividindo a artilharia com Forlán, Müller e Villa, cada um com 5 gols.

A emoção máxima da Copa foi as quartas-de-final entre Gana e Uruguai, decidida nos penalties e que contou com uma bola na mão para impedir um gol ganês de Luis Suárez. O Brasil de Dunga não foi muito longe, sendo eliminado pela Holanda nas quartas-de-final em um 2 a 1 chato. Foram 145 gols, ou 2,27 por jogo, a menor média das Copas com 64 jogos. O público até foi bom: 49.670 pessoas por jogo, nos 10 estádios em 9 cidades-sede.

Brasil 2014

Se 2010 foi chata, 2014 foi a redenção das Copas, mas não sem controvérsia: primeiro, por meses, dizia-se que as obras da Copa não iam sair do papel e que, por conta disso, a competição não ia nem ocorrer. Depois, descobriu-se diversos esquemas de corrupção e superfaturamento envolvendo a Copa do Brasil. Ah, isso sem falar no 7 a 1 na semi-final contra a Alemanha, o maior VEXAME da história de uma seleção grande em Copas do Mundo.

O sorteio da Copa já trouxe a primeira surpresa: na fase de grupos tivemos a reedição da final anterior, com Holanda e Espanha se enfrentando em um jogo memorável, que terminou 5 a 1 para a vice-campeã de 2010. Aliás, a Espanha e seu futebol de um gol só se mostrou um pouco ultrapassada, sendo eliminada na fase de grupos. 2014 teve um futebol muito mais ofensivo que 2010, que se traduziu em 171 gols, ou 2,67 por jogo, a maior média das Copas com 32 times. O artilheiro não foi um atacante, e sim um meio-campista: James Rodriguez, que marcou 6 gols com a camisa colombiana.

Principal favorito para ganhar a Copa, o Brasil até foi longe, chegando até as semi-finais, quando perdeu de 7 a 1 para a Alemanha, naquela partida que provavelmente é a mais insana da história do futebol mundial e das Copas do Mundo. Na outra semi-final, a Argentina de Messi derrotou a Holanda de Robben nos penalties, após um jogo fraco que terminou em 0 a 0. A final também terminou 0 a 0, com os dois times morrendo de medo de levarem gol, mas o alemão Mario Götze fez na prorrogação, garantindo o tetra alemão.

A Copa teve 12 estádios em 12 cidades-sede, para um público de 53.592 pessoas por partida. Nomes como Messi – eleito melhor da Copa -, Cristiano Ronaldo, Neuer, Kross, Dí Maria, Robben e James Rodríguez chamaram a atenção durante o torneio, que teve muita festa por parte do povo brasileiro. O mascote, Fuleco, chamou a atenção de todo mundo e até a música tema do torneio tocou bastante! Que Copa!

Rússia 2018

A última das Copas realizadas até agora também foi muito boa. Pela 1ª vez na história das Copas usou-se o sistema de árbitro de vídeo, o VAR – que conseguiu diminuir várias das injustiças que acontecem em uma partida de futebol. Os 12 estádios, em 11 cidades, eram lindos e modernos, mas quem visitou a Rússia teve que viajar mais que o normal para uma Copa (mas quase a mesma coisa que na Copa anterior, no Brasil). A média de público foi de 47.371 pessoas por partida, o que é bom considerando que apenas dois estádios tinham capacidade superior a isso.

O futebol novamente foi ofensivo, com 169 gols marcados, ou 2,64 por partida – inclusive, 6 gols na final, vitória da França sob a Croácia por 4 a 2 em um jogo completamente dominado pelo time de Kylian Mbappé, que se tornou a revelação da Copa e grande estrela, em uma competição apagada de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar – mostrando que o jovem francês, o primeiro adolescente a fazer gol em final de Copa desde Pelé, é a estrela do futuro. A Croácia foi longe graças ao Luka Modric, que foi eleito melhor do mundo por conta de sua performance no torneio.

O Brasil mais uma vez entrou com pompa, graças ao bom trabalho da seleção de Tite nas eliminatórias. Na Copa, porém, foi um grande fiasco e terminou eliminado nas quartas-de-final pela Bélgica, que terminou a Copa em 3º lugar – o centroavante brasileiro, Gabriel Jesus, nem marcou gol durante todo o torneio! Outra decepção foi a Argentina de Messi, que perdeu nas oitavas para a França, por 4 a 3, depois de uma fase de grupos bem decepcionante. A Inglaterra ficou em 4º. Destaque da competição ficou com craques como Mbappé, De Bruyne, Harry Kane (artilheiro), Lukaku, Griezmann e Pogba – o que demonstra como a seleção francesa estava um nível acima das demais.

Conclusão: BRASIL 2014!

Depois de olhar todas essas Copas, ficamos com uma conclusão: a melhor foi a de 2014, aqui no Brasil mesmo! Chamada de Copa das Copas, ela teve tudo que se espera em um grande torneio desses: futebol ofensivo e bem jogado, seleções chamando atenção, grandes craques brilhando e jogando muito, revelações interessantes, muito público e resultados que vão ficar na história e na cabeça de todo mundo!

Isso não quer dizer que as outras Copas foram ruins, muito pelo contrário. Copa do Mundo é sempre um momento de união e alegria das pessoas e é lindo ver o mundo se unindo por um mês para assistir a competição e torcer pelas suas seleções e craques favoritos. A Copa do Brasil é apenas a que melhor sintetizou o espírito das Copas entre tantas que foram sensacionais.

O futebol é um esporte super lindo, muito grande e que move bilhões de pessoas ao redor do mundo. Esperamos que as próximas Copas sejam tão boas quanto as últimas que aconteceram, trazendo paz e alegria para as multidões! Catar em 2022, Estados Unidos, Canadá e México em 2026 e Argentina, Uruguai e Paraguai em 2030 farão excelentes Copas! Que os craques do futuro se destaquem e chamem atenção! Bom futebol para todos!